sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

2012 está Chegando...

Espero em 2012 poder movimentar bastante este BLOG!!!!

Por enquanto o que eu desejo é

Um Feliz Natal a todos e um Excelente 2012!!!!!!!!!!!!!!!

e esperemos que o mundo NÃO acabe em 2012

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A Busca


Meu novo livro em breve estará a venda na Amazon e no Create Space

O e-book já se encontra a a venda na Amazon

Preços: U$ 9,99 + frete do livro impresso

U$ 6,99 do e-book

Logo divulgo os links para compra



Abraços

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Novo Livro Lançado na Amazon


Olá pessoal

Estou lançando meu novo livro na Amazon, logo estará disponível para compra. Quando estiver, passo link e preço final.

Aguardem!!!

Abraços
Vitor

terça-feira, 19 de julho de 2011

Tempo não se compra

Se tempo pudesse ser comprado... Não consigo parar para escrever, o que tanto gosto.... Mas ainda dou um jeito!!!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Novo livro - Início

Eu sei que ando meio longe do meu blog. Mas vou retomar com força total em julho (sexta agora!!!!). 01/07/2011 com muitas novidades, prometo!!! Um novo livro, novas estórias, muitas novidades!!!!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

terça-feira, 31 de maio de 2011

Viagem

Vamos iniciar uma longa viagem através do Universo!

Começaremos da Terra em direção à planetas inexplorados

Acompanhem essa aventura!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

Devagar.... Mais ativo

Devido ao volume de serviço, parei de escrever por um tempo o Diário Secreto de Solange, mas retomarei assim que as coisas acalmarem por aqui... Abraços!!!

sábado, 4 de dezembro de 2010

O Diário Secreto de Solange - Cap. 5

Capítulo 5:

Lembro que nas semanas seguintes eu estudei muito, embora minhas notas estivessem sempre na tangente do vermelho. Só ia bem mesmo em matérias que tinham a ver com programação de computadores.
Solange sempre frequentava os showzinhos do Antunes aos finais de aula e era quando eu via o namorado dela vindo buscá-la, os dois se beijando e ela indo embora abraçada com ele. E meu coração perdia mais um pedaçinho. Porém, até então, sequer podia imaginar o que iria acontecer no futuro. Creio que ninguém, nem mesmo o namorado dela, sabia dos segredos que Solange ocultava.

As férias de julho daquele ano foram frias e sem nada de especial que eu me lembre. Passaram voando. Agosto chegou sucessido por um monótono setembro. Mas em outubro, quando Aloísio, o rapaz que até então eu não conhecia, voltou a morar na nossa república, foi que a minha vida começou a mudar.
Aloísio era feio, cheio de cicatrizes, sua barba estava sempre por fazer e fumava sem parar. Tinha o olho esquerdo meio torto. Cheirava à álcool e era musculoso mas um pouquinho acima do peso.
- Então você é o Flávinho. Ai, cuidem do meu Flavinho... – ele desmunhecou e falou fininho. – Sua mãe falou assim, seu viadinho. Mas escuta aqui, é bom ficar na sua, entendeu... Flavinho?
- Eu tô na minha, cara. Deixa eu em paz.
- Tá. Só ouve o seguinte: se vir qualquer coisa aqui que ache estranha fica na sua e faz que não viu. Eu não ia querer ver sua mãe sofrendo por causa do filhinho, entendeu, ô viadinho?
Eu estava deitado na minha cama e virei-me de costas para ele, cobrindo-me.
- Entendi, sim, pode deixar. Deixa eu em paz e não sou viadinho.
Aloísio saiu da quitinete e quando voltou, estava com Natanael e do quarto ouvia eles rirem alto e conversarem na sala sobre as drogas que iam arrumar e quem dos amigos deles havia morrido baleado. Assustado e tremendo, me cobri mais ainda. E ouvi estarrecido que Aloísio estivera longe todo este tempo porque estivera preso. Que merda de república minha mãe arrumara para mim!
Mas no fim de semana seguinte eu nada comentei com meus pais de medo, puro medo. Meu irmão Fúlvio tinha quebrado meu fone-de-ouvido e fiquei muito irritado.
- Ful, cacete, isso aí me custou duas mesadas. Você vai ter que me dar outro!
- Ah, vai pedir pra mamãe. Eu não tenho nenhum pila, gastei tudo nuns modelos da Revell que vou montar. Foi sem querer.
Pedi o dinheiro para minha mãe. Sua resposta foi mais grossa que curta:
- Nós já pagamos sua república e sua faculdade e ainda te damos uma mesada que dá para você comer e passear. Não temos dinheiro sobrando, não.
- Mas, mãe! Foi o Fúlvio quem quebrou o meu fone-de-ouvido!
- Não tenho dinheiro para isso, Flávinho. Depois quando puder você compra outro. Agora não me atrapalhe que tenho de sair para ver umas amigas.
Naquele domingo eu saí cabisbaixo de casa indo ao fliperama jogar. Não vi os três rapazes, um branquelo e dois mulatos, que me seguiam. Quando entrei por uma rua deserta perto do cemitério, naquela tarde nublada, eles me atacaram e começaram a arrancar tudo o que eu tinha: meu relógio, carteira, meu tênis (que não era caro).
- Aí, moleque, fica na tua e sai correndo senão te arrebentamos! – Disse o branquelo, feio e magro.
Descalso, só de jeans, tentei correr mas um dos rapazes mulatos me passou uma rasteira e eu caí com o queixo na sarjeta. Levantei-me com um talho nos lábios. Passaram a me chutar e só me lembro que desmaiei.
Acordei em um pronto-socorro. Meu corpo todo doía. Meus olhos estavam inchados então olhei com dificuldade para os meus pais, aflitos.
- O que aconteceu, Flávio? – Perguntou meu pai, de mãos no bolso.
- Uns caras me assaltaram perto do cemitério. Depois me espancaram.
- Ai, filho! – Minha mãe estava chorando. – Já te falei para não sair por aí assim, sozinho. Cadê seus amigos?
- Eu ia encontrar com o Rafa no fliperama. Era de tarde, não tinha escurecido ainda, mãe. Não vi os caras chegarem em mim!
Um médico com cara chupada e de olhar indiferente aproximou-se com uma prancheta e disse ao meu pai:
- Ele vai ficar bem. Não quebrou nada. Tem apenas alguns hematomas, mas como desmaiou gostaria que ficasse sob observação aqui esta noite.
- Pai, amanhã tenho Educação Física logo cedo!
- Flávio! Você está bem machucado! Vai ficar aqui esta noite e amanhã não vai para Campinas.
- Mas, pai! Não posso perder a aula de Educação Física! Já tenho muitas faltas!
E não podia mesmo. Eu detestava Educação Física e falta muito. Não podia faltar mais sob risco de ficar com essa matéria como dependência.
O doutor sacudiu a cabeça. Minha mãe segurou minha mão.
- Flávio, você vai dormir aqui e amanhã vai descansar em casa. Terça eu te levo para Campinas e falo com o seu professor de Educação Física.
- Mas, mãe! Deixa que eu me viro na faculdade!
Dormi aquela noite internado no hospital, chorando de madrugada por tudo que estava acontecendo em minha vida, e na terça minha mãe me humilhou ao levar-me na faculdade tratando-me como criança em frente aos meus amigos. Mas salvou-me da reprovação em Educação Física, convencendo meu professor a anular minhas faltas.
Solange era a única que não caçoou de mim sobre as atitudes de minha mãe durante as aulas daquela noite. E quando ela me olhou com um misto de indignação pela atitude dos outros e pena de mim, decidi que estava mais do que na hora de mudar. Mudar de atitude. Mudar de vida.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O Diário Secreto de Solange - Capítulo 4

Capítulo 4:

Mesmo tendo vinte anos e alguns amigos, eu não saia de sábado. Não tinha carro, não tinha moto, não tinha papo, não tinha vontade. Colocava em alguma estação de FM e ficava gravando músicas em fita cassete e me imaginando em alguma danceteria dançando – coisa que eu não sabia – com Solange. Namorando a Solange.
Aquele domingo passou rápido com a visita costumeira da minha tia e a tarde eu sempre saía para jogar fliperama, uma das poucas coisas que sabia fazer bem.
Lembro-me de arrumar uns trocados para comprar uma Playboy e esconder sob a camiseta. Depois quando fui tomar um banho à noite, homenageei a Solange imaginando-a no lugar daquelas modelos das páginas da revista, solitariamente me satisfazendo, na primeira vez que ousei imaginar algo mais quente com ela.

Na aula de Álgebra I, com a professora “Crocodilo”, plena quinta-feira, lá estava ela. Concentrada, mordendo a ponta do lápis... Eu queria ser aquele lápis... Contudo, exceto pela entrada ou saída da aula, ela ignorava minha existência. O Márcio dissera que já a vira com um namorado que a vinha buscar de Voyage azul metálico.
No intervalo das aulas fui comer um X-Salada na lanchonete da faculdade e sentei-me com o Márcio e o Otelo, ambos devorando seus lanches com velocidade.
- E então, amigão. – Márcio falou com a boca suja de maionese. – Já conseguiu pelo menos conversar com ela? Ou ainda está só no “oi”?
- Acho que nem no “oi” – Otelo deu uma risadinha.
Eu apenas devolvi um sorriso sardônico.
- Ah, bom, acho que nem vale a pena. Ela tem um namorado, certo? Que tem um Voyage. Eu nem tênis bom tenho. Então, nem vou perder meu tempo.
- Mas é um tonto mesmo. Vai lá, Flávio. Ela é legal, não vai sair correndo de você. O máximo que ela pode fazer é te dar um pé na bunda.
- Márcio, você tá doidinho para falar com a Márcia Bellini e não tem coragem também, então não fica pressionando. A hora que eu sentir vontade de falar com ela, eu falo, tá?
Otelo deu outra de suas risadinhas em meio a mordidas em seu X-Tudo:
- Vontade você já tem, falta coragem!
Suzana Fontes, a milionária da classe, muito simpática por sinal, alegre e extrovertida - uma amiga para todas as ocasiões - aproximou-se com sua inseparável amiga Kássia, igualmente simpática.
- Então, povo, que tal a gente ir na Stratosfera hoje? Vai tocar um grupo novo lá que eu nunca ouvi falar, de New Wave, mas bem legal, parece que se chamam os Titãs.
- Ah, é – eu conhecia a nova banda – Tem aquela música legal deles, Sonífera Ilha. Eles vão tocar aqui? Que fera. Queria ir sim.
- Eu também – disse Márcio – E o nosso amigo Otelo vai querer também, mas nós vamos ter de ir de Mercedes com motorista.
Kássia ficou supresa: - Mercedes com motorista?
- Ele está falando do buzum da C.C.T.C. que é Mercedes, Kássia. – Disse Suzana, não achando graça na brincadeira. – Olha, eu pego vocês, tá? Vamos juntos.
- Mas eu tenho que ir para Jundiaí, o último ônibus é a meia-noite!
- Dorme na minha república, Otelo. – Márcio já se pôs de pé alisando a barriguinha proeminente. – Pode dormir no sofá que os caras não vão achar ruim. Bom, gente, vou pegar outro X-Tudo que aquele primeiro não deu nem para cova do dente.

No fim da aula daquela noite fui até a minha república, que estava vazia, e coloquei meu melhor jeans e uma camisa azul petróleo com gravata de crochê branca, bem na moda da época. Dos meus amigos de república, eu só havia conhecido o Natanael, o outro cara eu nem sabia quem era e até então não aparecera.
Suzana parou o seu Fiat Prêmio azul escuro novinho em frente ao meu prédio pontualmente às onze horas e Kássia, Márcio e Otelo já estavam nele. Excitado por sair com amigos, não vi a poça d’agua e sujei meu dockside e a barra do meu jeans, mas não me preocupei. Era uma das primeiras vezes que saia com amigos, embora em Salto, quando era pré-adolescente, saía muito à noite. Saia a pé, andar pela 9 de Julho, ver as lojas e ficar conversando bobagens de pré-adolescente.
A danceteria Stratosfera ficava na rua Paula Bueno em Campinas, e era incrível, pelo menos para mim, virgem em sair para lugares assim. Lembro que estava tocando Blitz quando entramos, Mais Uma de Amor. Começamos fingindo que dançávamos, nós cinco. Eu estava muito feliz! Saindo pela primeira vez!
Foi então que outro momento mais que mágico aconteceu. Ela!
Solange Pereira Carvalho. Ela entrou vibrante, vestida com um tubinho preto, glitter no rosto e de mãos dadas com um sujeito gostosão de cabelos espetados.
Meu mundo girou. Como uma menina podia ser tão bonita? Tão sensual?
- Acorda, bananão. – Márcio me sacudiu. – Ela é muito caminhão para sua areia.
- Não seria o contrário? – Otelo deu sua risadinha.
Kássia e Suzana já haviam nos abandonado à própria sorte, cada uma conversando com um rapaz diferente. Agora éramos só os três e fiquei com os olhos vidrados em Solange, que não me vira. Os Titãs em começo de carreira entraram no palco.
Eu pulava de qualquer jeito finjindo que sabia dançar. Meus olhos não conseguiam deixar de acompanhar Solange. Ela dançava muito bem junto com o rapaz, e em um momento fugas ela me viu, porém virou o rosto e fez que eu era um completo estranho. Mesmo no auge do show, quando os Titãs tocaram Sonífera Ilha, eu me sentia um morto-vivo com a auto-estima abaixo da linha do zero.
Voltamos a pé para nossas repúblicas na madrugada fria, abandonados pela Suzana e pela Kássia, que haviam arrumado dois “rapazes interessantes”.
Naqueles idos dos anos 80 do Século Vinte andar à noite por Campinas não era correr risco de ser assaltado ou até morto. Só sei que ao chegar em minha quitinete, encontrei Natanael de péssimo humor.
- Fica bem longe de mim, sua bichinha, porque hoje eu arrebento um se puder! - E socou a parede deixando um desnível nela. Passou a chutar tudo e então colocou um disco de vinil no três-em-um da salinha com uma música sertaneja horrível em alto volume. Simplesmente não pude pregar o olho a noite toda, e nem me atrevi a falar nada com medo de levar um soco e ter meu rosto amassado como a parede.
Eu soube depois que a namorada do Natanael o havia deixado.