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sábado, 18 de maio de 2013

Livro "Átron - Atravessando os Milênios" Disponível para compra


Átron

Atravessando os Milênios

Um alienígena chamado Átron K-Rosam’vev foi agraciado por um semideus com o dom de mudar de corpo, e em 2.763 assumiu o humano chamado Rodrigo Maulson.
Vivendo como Rodrigo, um jovem de dezenove anos problemático, Átron se depara com crimes misteriosos na pequena cidade do interior de Minas Gerais chamada de Morros Gêmeos, onde vive com seus pais em uma enorme mansão e estuda astronavegação na UMG.
Conhece um fazendeiro que se torna seu grande amigo e se apaixona por Suzana Luciara, que ao ser sequestrada dará início a uma investigação calcada por assassinatos. 
Com a ajuda de amigos viaja pelo Sistema Solar à procura de respostas e em busca de sua namorada desaparecida.
Ao mesmo tempo Átron investiga a sua própria origem e porque seu planeta original foi devastado, quem é o semideus que lhe deu o dom de fazer sua alma pular de corpo em corpo e qual o motivo disso; além de tentar desvendar o mistério das raras estrelas verdes.
Um roteiro de ação e aventura, com toques de humor, romantismo e erotismo, mostrando um futuro plausível como pano de fundo.




Trecho do livro:

Romanticamente, e como tantos outros casais, em tantas outras épocas, eles se beijaram à luz do luar. Com a boca colada a de Suzana, Rodrigo acaricou-lhe os seios e ela se surpreendeu.


            - Calma, calma, amor. Você está indo rápido demais...

            Ele sorriu maliciosamente e a mordeu no pescoço, fazendo-a se arrepiar toda. Átron sabia seduzir uma mulher e tocando-a de modo sutil, onde sabia que devia tocá-la, derrubou todas as suas barreiras. Logo estavam em um discreto motel, e Átron acabou com a virgindade de Rodrigo fazendo amor com uma Suzana completamente enlouquecida. Ela, por sua vez, sentiu-se viajando pelo espaço enquanto se amavam, selvagens, noite adentro

Mas uma ilustração fera do Eddy Khaos que está no livro:




Se alguém desejar me contacte via e-mail vitorvrx@gmail.com

domingo, 14 de abril de 2013

Game Over


O regimento 236 avançava para o estranho complexo, entrando em um labirinto misterioso. Os tanques, os caminhões e os soldados estavam prontos para a batalha, embora desconhecessem totalmente o inimigo.

Tensos, aqueles combatentes esperavam pelo pior. Todos olhavam para todos os lados, assustados. O general Golberys comentou com o coronel Sayllas ao seu lado: - Tem certeza que o inimigo esconde-se aqui?

- Sim, senhor. Segundo ouvi dizer, é um ser monstruoso, fantástico.

- Temos de descobrir até onde vai o seu poder. Não gosto de recuar, mas não arriscarei meus homens em uma investida inútil. Viemos para esta dimensão eliminar possíveis perigos, o que não significa que sacrificaremos qualquer coisa para isto.

- Entendo, general. Mas as lendas dizem que o monstro que habita aqui devora tudo pelo caminho... Se ele conseguir de alguma maneira atravessar para a nossa dimensão, estaremos todos correndo grande risco.

O general não demonstrava o medo que sentia. Não podia, pois afinal seus homens confiavam nele. Porém, Golberys sabia que seu coronel tinha razão: o monstro que vivia naquele complexo labirinto devia ser mesmo incomensuravelmente terrível e horrendo.

A tensão era grande. O que encontrariam? A infantaria caminhava lentamente, os soldados todos trêmulos, acompanhados de tanques e outros veículos, avançando de modo letárgico pelos corredores do labirinto. Estranhos retângulos atrapalhavam aquele avanço.

O olhar de cada um denotava o horror que percorria seus corpos. Seus corações queriam escapulir por suas gargantas agora secas.

O medo aos poucos se espalhava. O suor escorria das faces apavoradas dos soldados, e até do coronel e do general. Um suor frio. Uma estranha combinação de sons, como uma música irritante, fazia-se ouvir.

E foi então que a estes sons misturaram-se os ruídos do monstro a devorar coisas. Todos ficaram arrepiados, estarrecidos! Os mais covardes começaram a correr, e foi quando eles perceberam que os retângulos de algumas partes do labirinto haviam sumido...

O general ordenou a retirada. Mais era tarde demais. O monstro, um ser horripilante, os devorou... Devorou a todos sem exceção...

Um adolescente olhava a tela do monitor ao mesmo tempo que tentava espremer uma espinha. Não estava entendendo nada. Aquele jogo antigo, imitando em seu PC o arcaico PAC-MAN da Atari, de repente encheu-se de pontos pretos e o PAC-MAN devorou a todos e travou. Que merda de jogo!

domingo, 10 de março de 2013

Os Sentimentos da Alma


Era estranho aquilo que sentia, aquilo que o perseguia. Ele não sabia dizer o que era, não sabia definir, não sabia dar-lhe um nome, mas era um sentimento misterioso, algo que o estrangulava aos poucos.

Caminhava pela rua movimentada. As expressões nos rostos das pessoas que cruzavam com ele nada lhe diziam. Eram rostos nulos. Mas o sentimento o afligia. Algo dominava seus passos. Algo o segurava, e no entanto... No entanto estava ali, só, no meio da multidão.

Olhou os ônibus a expelirem o ar negro. Olhou os motoristas buzinando em fúria, as motocicletas serpenteando no trânsito estressante, mas ao mesmo tempo tudo aquilo não era nada, havia um vazio à sua volta, um silêncio ensurdecedor que o agitava.

Suas mãos tremiam. Sua boca estava seca. O que estava sentindo, o que o sacudia, o que o trepidava? Engoliu seu coração que estava à boca e seguiu pela faixa de pedestres.

Era o trabalho que o açoitava? Era a mulher que o atormentava? Era a amante, com seus pedidos estúpidos, que o torturava? O que estava acontecendo com ele...? Olhou os arranha-céus em direção ao céu que de seu nada tinha. Um cinza-negro que prometia chuva, mas aquilo não fazia sentido em sua alma.  Não fazia sentido algum. A vida não fazia sentido.

Ele queria algo. Mas o que era? Ele sentia algo, e este algo era ruim. Porém, onde obteria respostas? Olhou à sua volta: lojas, um açougue, uma padaria, gente, casas velhas e decrépitas, gente, a chuva começando a cair, gente, o que ele sentia, pelo amor de Deus???

Começou a correr. Queria ver se podia fugir do que lhe apertava o peito. Correu. A chuva aumentou. Correu. As pessoas lhe atrapalhavam, correu... E então ele, que corria, percebeu.

Estacou. O que lhe afligia, o que ele sentia, de súbito revelou-se, como se um véu ocre estivesse a tapar-lhe a visão e fosse repentinamente retirado.

Alguém estava atrás dele. Ele sentia sua respiração funesta. Ela agora sabia a resposta. Sentiu a mão gélida tocar-lhe o ombro. O sabor do desespero alimentou sua alma e ele entregou-se.

Era a morte. A morte viera buscá-lo. Libertá-lo dos fantasmas de suas ações ruins do passado, e levá-lo onde o inominável o esperava, para que fosse julgado sem piedade.

Entregou-se. Seu corpo caiu em meio à multidão indiferente, quem ligaria para um miserável?

Sua alma seguiu o ser negro e sua foice para a vermelhidão do inferno de onde, sabia, jamais sairia ou seria algo diferente do que fora em vida.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Sonhos Reais

SONHOS REAIS


Wilson era do tipo pacato. Era franzino, usava óculos e o cabelo nunca estava penteado. Era um solitário, sonhador e estudioso. Mas Wilson não era infeliz, pelo contrário, vivia sorrindo e em sua mente sempre era o audacioso cavaleiro em armadura brilhante que salvava a princesa.

Naquela manhã deliciosa o jovem rapaz caminhava pelos jardins do campus da universidade que frequentava, como sempre sonhando com alguma aventura audaciosa. Estava, como se diz, "longe". E aconteceu que passou desavisado por baixo de um andaime, pois o prédio de sua faculdade estava em reforma. E não foi que um tijolo caiu em sua cabeça? Wilson ficou desacordado.

E o que houve naquele momento? Não se sabe. O fato é que Wilson logo colocou-se de pé, para surpresa dos colegas que vieram socorrê-lo. Observou tudo ao redor com uma clareza nunca antes experimentada. Percebeu que não mais precisava de óculos, e deitou-os fora. Suas roupas rasgaram com os novos músculos. Seu cabelo endireitou-se sozinho. Até uma covinha em seu queixo apareceu.

Sentiu-se leve. Para espanto geral da platéia da universidade, Wilson começou a voar. Deu piruetas sob "oohhs". E então um senso de justiça o pegou de supetão.

            Agora podia, e devia, fazer a diferença. Deveria lutar contra o mal. Acabar com o sofrimento do mundo. Passou voando pela lanchonete da faculdade e roubou o avental da cozinheira, transformando-o em capa. E seguiu rumo ao Rio de Janeiro, onde em menos de um mês acabou com os traficantes. Enfrentou políticos corruptos e distribuiu o dinheiro deles aos pobres. Foi às cidades devastadas por furacões na América e as reconstruiu com sua força. Foi ao Iraque e, além de terminar com a guerra, mudou os conceitos dos terroristas e acabou com os atentados a bomba. Convenceu israelenses e palestinos a formar uma coalizão para reconstrução do oriente médio.
           
Reuniu as Coréias. Acabou com a fome da África. Até descobriu a cura da Aids e do Câncer. Descobriu maneiras de impedir a destruição da Amazônia e reduziu a poluição do  mundo todo, com suas soluções inteligentes. Impediu vulcões e terremotos de agirem, impedindo catástrofes naturais. Era um super-herói completo.

Toda a população da Terra o amava. O elegeram Presidente do Mundo. Ele era venerado pelos quatro cantos do planeta azul.

Mas então o que aconteceu? Sem desastres naturais ou tragédias, com a economia estável e com as doenças irradicadas, o povo começou a reclamar. Reclamar que a vida era muito calma, que havia desemprego para médicos, advogados e cientistas. Os militares reclamavam que não tinham a quem combater, os policiais queriam prender bandidos. Até os padres e pastores reclavam que Wilson acabara com as crenças de pessoas que não eram mais desesperançadas.

Ele foi destituído da Presidência. "Queremos o mundo como era antes", dizia a população. Wilson ficou triste. Triste em ver as pessoas como elas realmente são.

Com seu imenso poder, acabou com o planeta Terra e foi viver sozinho em Vênus.