Pesquisar este blog

sábado, 20 de outubro de 2012

A Churrascaria



A Churrascaria


Parte I:

Telma e Adilson estavam se beijando pela quinta vez no banco de trás, e pela quinta vez o pai de Telma pigarreou forte, olhando nervoso pelo retrovisor do carro. Elza era a mãe de Telma, sentada do lado do passageiro, e sorriu ao observar o marido apertar forte o volante do carro.

            - Calma, benhê, eles não estão fazendo nada demais.

            Jorge ficou quieto. Telma e Adilson tentaram se conter e cada um olhou para o seu lado na janela do sedã, enquanto passavam pela rodovia movimentada em direção à capital. Os caminhões eram ultrapassados e na pista contrária os veículos passavam zunindo causando um efeito letárgico em Adilson, que segurava forte a mão de sua namorada, sentado do lado esquerdo do automóvel.

                        Assim que o pai de Telma tornou a se distrair com a rodovia, Adilson puxou Telma para si e voltaram a se beijar lânguidamente, trocando saliva, Adilson explorando a boca doce de sua namorada enquanto sua mão sorrateiramente deslizava sobre as coxas da garota de apenas dezoito anos.

                        Mais uma ultrapassagem e Jorge olhou pelo retrovisor e novamente viu o casal trocando amor. Ficou irritado. Olhou o relógio do carro no painel: onze horas.
                        Viu o anúncio de uma famosa churrascaria cerca de dez quilômetros adiante.
                        - Elza, vamos parar na El Corazon, já estou com fome.
                        - Benhê, falta uma hora pro meio-dia. Porque parar tão cedo?
                        - Não tem mais nenhum restaurante bom na estrada até a capital. E estou cansado de dirigir. Vamos parar, já decidi.

                        Jorge deu seta e entrou na via de acesso ao posto e a churrascaria de estrada, bastante conhecida, cheia de caminhões, ônibus e carros estacionados. Achou um canto para estacionar o sedã e logo estavam descendo, Jorge grato por esticar as pernas e tentar separar um pouco aquele casal, raivoso por achar que sua filha estava no cio.           

                        Adilson não desgrudou da namorada. Ambos não tiravam os olhos um do outro, abraçados, enquanto entravam na lotada, mesmo às onze horas da manhã, churrascaria rodízio.

                        Sentaram-se em uma mesa perto do bufê de saladas. Jorge limpou seus talheres com o guardanapo de pano. Observou sua filha, através dos grossos óculos de aro de tartaruga: uma linda jovem de seios como pêras e curvas audasiosas e sentiu raiva por ela já ser uma mulher. Ele a preferia como uma menina ingênua que fora há alguns anos, e não como aquela garota maliciosa que não soltava do namorado estúpido que arrumara.

                        “Eu vou fazer Comunicação. Vou ser jornalista”

                        “Jornalista o cacete” – Jorge olhava com ódio o rapaz de risada fácil. “Nem escrever direito você sabe, e quer ficar com a minha filha?”

                        O garçom aproximou-se:
                        - Desculpe, senhor – disse à Jorge – o rodízio vai atrasar um pouco, coisa de uns vinte minutos, não esperávamos estar lotados logo cedo. Posso trazer as bebidas? Aconselho um passeio pelo nosso jardim nos fundos enquanto esperam. Uma cervejinha, senhor?

                        Jorge ficou ainda mais irritado, mas Elza e seu sorriso bondoso fizeram com que se acalmasse. Bufou.
                        - Traga uma Hervage bem gelada, o que vão pedir?
                        - Pai – Telma fez cara de anjo – eu e o Di vamos dar um passeio no jardim e já voltamos.
                        - Isso, papai, pede um suco de laranja para ela e para mim uma Cola light.
                        Ao ouvir Adilson, Jorge só não espumou porque Elza o deteve.
                        - Querido, deixa os pombinhos passearem e vamos relaxar um pouco, tá?

                        Telma e Adilson saíram pelos fundos caminhar nos belos jardins. O cheiro de carne se sobrepunha ao da vegetação, o que não era muito agradável.
                        - Vem – puxou Adilson – vamos até aqueles calips.
                        - Eucaliptos, ‘mor. Você vai ter de melhorar o português para estudar Comunicação e Jornalismo.
                        - Tanto faz. Vamos.
                        Passaram pelo belo bosque de eucaliptos e araucárias angustifólias e adentraram a vegetação cada vez mais densa até uma pequena cabana de paredes de taipa e teto de sapé.
                        - Aqui, vem. Ninguém vai nos ver atrás da cabana.
                        Trocaram beijos densos e molhados. A mão de Adilson deslizou pela bunda em forma de coração de Telma.
                        - Para, alguém pode vir aqui.
                        - Não vem, não. Seu pai ficou lá bebendo cerveja com sua mãe.
                        Beijaram-se mais com Adilson explorando o corpo da garota.
                        - Tel... Faz uma coisa...
                        - Já disse que quero ficar virgem até casar. Meu pai é muito bravo.
                        - Não é isso. Porque você não ... – E cochichou no ouvido da menina-mulher.
                        - Ah, Di! Eu... Eu acho que nem sentiria prazer fazendo isso. Tenho nojo.
                        - Mas você vai me levar à nuvens, vai me dar muito prazer, e eu sou limpinho.
                        Telma sorriu maliciosa. Porque não? Decidiu que seria divertido. Ajoelhou-se diante dele, na folhagem, atrás da cabana. Abaixou seu ziper, mas antes, lhe disse:
                        - Não vá terminar na minha boca que eu morro de nojo, tá?

                        Fazia o trabalho, sentindo mais prazer em dar prazer ao seu namorado, que arfafa e estremecia, do que a si mesma, mesmo assim estava bem molhada, mas não tirara uma peça de roupa sequer, não tinha coragem, embora desejasse.
                        Então parou e tirou o instrumento da boca.
                        - Não, não para, Tel, não para, por favor!
                        - Escuta, Di, tem alguém gemendo!
                        Adilson ficou meio impaciente mas ouviu o gemido de mulher.
                        - Tem sim. Será que é alguém transando?
                        - Não, seu tonto. Só pensa bobagens! Parece que a pessoa tá gemendo de dor.
                        Adilson vestiu-se e Telma levantou-se e foram mais dentro da mata. Os gemidos ficaram mais fortes, assim como o bater do coração de ambos.

Parte II

                        Devagar, Adilson foi afastando as folhagens avançando mais para os fundos do grande terreno da churrascaria, puxando Telma pela mão. Tentou segurar a respiração acelerada e sentia que sua namorada estava tremendo.
                        Os gemidos e murmúrios de dor ficavam mais fortes a cada passo. Adilson engoliu seco. Telma segurou forte a mão do namorado.
                       
                        Ouviram, estarrecidos, uma voz grossa dizendo:
                        - Essa aqui ainda tá viva, parece que não morre. Tapa a boca dela, que eu não aguento mais ficar ouvindo choradeira.
                        Antes que vissem o que estava acontecendo, Telma deteve seu namorado e sussurou.
                        - Vamos embora daqui, Di.... Vamos embora. Vamos chamar a polícia. Coisa boa não é.
                        - Vamos só dar uma espiada. Nossa, que cheiro forte de carne assada.
                        Ignorando o puxão de Telma e seus avisos, Adilson avançou mais no meio do mato e por fim viram, do alto do morrinho onde estavam, o pequeno vale, nos quintais da churrascaria.

                        O choque daquela visão deixou ambos paralisados e sem reação em um primeiro momento.

                        Vários espetos enormes giravam sobre fogueiras em grandes churrasqueiras. Amarrados e enfiados nos espetos, homens e mulheres nus iam assando lentamente. Alguns visivelmente ainda estavam vivos. Mais além, uma gaiola onde alguns homens e mulheres, também já despidos e bem amarrados, aguardavam serem assados e grelhados nas chapas, amordaçados e desesperados ao assistirem o que lhes aguardava.
                        A mulher que gemia mais alto e que chamara a atenção do casal teve a boca tapada com um guardanapo de pano, com o símbolo da churrascaria bordado nele. Ela estrebuchava espetada no espeto que girava lentamente sobre o fogo.
                       
                        - Corta os bagos do marido dela e joga na chapa que tostado é muito saboroso, você sabe, e serve para o casal na mesa 4 que pediu o couvert especial... – deu uma risadinha. – Se eles soubessem o que é o couvert especial....

                        - Essa mulher não morre, vou jogar óleo quente no lombo para servirmos à pururuca, aí quem sabe ela expira de uma vez. – E assim o fez.

                        Telma desmaiou. Ao cair pesadamente sobre o mato, soltando da mão de Adilson, ela rolou e quase caiu do barranco em direção às churrasqueiras. Seu namorado foi rápido e a segurou, mas a terra caindo e o barulho foi suficiente para atrair a atenção dos churrasqueiros.

                        - Ei, vocês aí!

                        Adilson tentou reanimar Telma, ele mesmo tremendo e engolindo seco, arfando, mas desta vez de puro medo. Batia no rosto dela, que inconsciente parecia pesar uma tonelada. Pegou-a nos braços quando viu os três homens com garfões e espetos na mão começarem a subir na direção deles, e saiu em disparada de volta à churrascaria.
                        Mas naquela direção já vinham dois homens musculosos brandando facões.
                        Virou-se e meteu-se no meio do mato denso em direção à um morro, a adrenalina fazendo com que pudesse correr e segurar Telma em seus braços.
                        Atravessou parasitas e teias de aranha entre galhos espinhosos, que lhe cortavam a testa, e começou a subir o morro com um desespero crescente.

                        Tropeçou em um cupinzeiro e caiu no mato, derrubando Telma entre os arbustos. Ela recobrou a consciência, totalmente desorientada.
                        - Tel, Tel, levanta, temos que fugir, correr o máximo, porque se aqueles caras nos pegam nós vamos acabar nas churrasqueiras!
                        “Caiu a ficha” de Telma e ela entrou em pânico, chorando desesperada.
                        - Eles servem carne humana na churrascaria! Meu Deus! Adilson! Meus pais...
                        - Eles devem estar bem, só vi gente jovem nos espetos, eles não querem carne velha. Nós temos que fugir, sei lá, chegar na estrada, estou ouvindo eles chegando, levanta, Tel!!!!!!
                        Adilson ajudou Telma a levantar-se e ambos emprenharam-se cada mais na mata profunda, subindo o morro, ele mesmo passando a chorar, ela tentando não gritar de pavor e soluçando, ambos correndo o tanto que suas pernas aguentavam.

                        Subiram entre a mata fechada sem um rumo definido, apenas tentando salvar suas vidas. De certa forma a fuga e a adrenalina serviram para acalmar ambos, que agora só se focavam na preservação e em manter distância dos assassinos. Fugiram por muito tempo até o topo do morro e além, mas não conseguiram achar a estrada ou nenhum outro indício de civilização. Duas horas e meia de corrida depois e estavam completamente perdidos. A boa notícia é que não havia sinal dos churrasqueiros.

                        - Di, preciso parar, preciso de água. – Telma tombou na grama da pequena clareira, do outro lado do morro que os separava da churrascaria.
                        Adison caiu de joelhos, totalmente exausto.
                        - Acho que desistiram de nos procurar. Tem água aqui perto, estou ouvindo uma caichoeira.
                        - Eles não vão desistir, Di. Ai, meu Deus, se eles nos pegarem nós vamos ser espetados e colocados naquelas churrasqueiras e vamos ser assados, e os clientes da churrascaria vão comer a gente! – Telma começou a chorar descontroladamente novamente, em pânico.
                        Adilson não disse nada, apenas puxou com violência sua namorada na direção do barulho que escutava e acharam uma pequena cascata. Saciaram a sede na água limpa que descia das pedras do morro. O sol estava implacável naquele fim de tarde e sentaram-se à sombra de uma árvore. Telma agarrou-se ao namorado.
                        - Adilson, me salve, eu não quero morrer! Eu ainda nem vivi, eu quero curitr a vida, e ainda não quero morrer daquele jeito horrível! Por favor, se eles nos pegarem me mata antes, não quero ser queimada viva e ser servida em fatias!
                        Eles ouviram ruídos e berros na mata adiante.
                        Adilson não esperou mais e puxou sua namorada, sem parar e sem olhar para trás, e ambos os jovens voltaram a atravessar o mato como se este fosse de seda. Espinhos e aranhas não eram nada diante do temor aos churrasqueiros.
Parte III:

                        Ouviram automóveis.
                        - A estrada, Tel! Força, se a gente chegar na estrada a gente se salva!
                        Apesar de não conseguirem vê-la, ouviam os carros e caminhões cada vez mais perto na movimentada rodovia.
                        Um último arbusto vencido e subiram por um barranco de terra até o acostamento da estrada. Os veículos passavam zuinindo e o casal fez sinais e pulou, mas ninguém sequer diminuiu a velocidade.
                        - Tel, eles não vão parar. Vamos correr até um outro posto.
                        - Eu vou me jogar na frente de algum carro, Di. Ou então vou levantar o meu top e mostrar os peitos que alguém para, ah, se para!
                        - Não diga bobagem. Vamos!
                        E correram pelo acostamento. Avistaram um posto da Polícia Rodoviária e contentes apertaram as passadas.

                        Ofegantes explicaram aos solícitos guardas rodoviários tudo o que viram e ouviram. É claro que não acreditaram e um deles chegou a fazer teste do bafômetro tanto em Adilson quanto em Telma.
                        O tenente Villar finalmente concordou em pelo menos verificar a churrascaria.
                        - Subam na viatura. Eu sempre almoço no El Corazon e nunca soube de nada errado, a carne que servem lá é picanha, cupim, coração de galinha...
                        - Por favor, seu guarda, - Telma estava totalmente aflita - eu vi uma mulher sendo assada na churrasqueira, eles comem mulher lá!
                        Os outros guardas explodiram em risadas. O tenente Villar demonstrou paciência.
                        - Não se preocupe, cidadã, vamos averiguar.
                        A viatura parou no estacionamento lotado do El Corazon. Todos desceram. Telma estava relutante.
                        - Eu não quero voltar aí.... Chamem os meus pais!
                        - Eu vou com eles, Tel. Olha, seus guardas, vamos primeiro falar com os pais da minha namorada e ver se tá tudo bem, certo?
                        Villar e os outros dois policiais concordaram e os quatro entraram na churrascaria cheia de gente. Adilson avistou Jorge e Elza. Chegou até eles, nervoso.
                        - Eu explico depois. Por favor, saiam. A Telma está lá fora no carro de polícia.
                        Jorge ficou extremamente irritado e colocou-se de pé, apontando o dedo em riste para Adilson.
                        - O que você aprontou? Se machucou minha filha eu te mato!
                        - Calma, doutor – disse Villar. E contou tudo o que Adilson e Telma lhes dissera.
                        - Isso é um absurdo completo. Adilson, você deu drogas à minha filha?
                        Elza levantou-se e segurou os braços do tenente Villar.
                        - Nós nem almoçamos ainda. Estávamos aqui nervosos esperando esses dois que nunca voltavam. Estamos aqui à horas, o gerente saiu à procura deles. Será verdade essa história absurda?
                        - Claro que não, esses dois aprontaram alguma! – Jorge já gritava.
                        Villar fez um sinal e os outros dois policiais seguiram-no, as mãos segurando o cabo das armas no coldre.
                       
                        Chegaram ao quintal da churrascaria. Não havia nada lá. Verificaram tudo. Um dos policiais checou a cozinha, outro experimentou as carnes.
                        Voltaram e sentenciaram aos pais de Telma e à Adilson:
                        - Não há nada de anormal aqui. Nada! Rapaz, quero que você e sua namorada me acompanhem até o posto, que quero interrogá-los. Essa brincadeira vai custar caro à vocês! Venham!

                        Dois dias depois e Telma acordou de um pesadelo. Lavou o rosto, escovou os dentes e desceu tomar café da manhã, já estavam em casa depois dos problemas e da longa viagem de volta.
                        - Ainda bem que você está de férias, né, filha? – Disse Elza ao servi-lhe o leite.
                        - Ainda bem, mãe. Não ia ter saco para ir à faculdade depois de tudo.
                        Elza saiu da cozinha. Telma passou geléia no pão e o devorou, ficara dois dias sem comer e estava faminta.
                        Seu pai entrou sorrindo.
                        - Bom dia, filha, tudo bem?
                        - Sim, pai. O Adilson ligou? Desde que voltamos ele não me liga.
                        - Ele está bem pertinho de você, agora, filha.
                        - Hein?
                        - Gostou da geléia?
                        - Eu... Gostei, tem um gosto diferente.
                        - Pois é. Essa geléia foi feita do cérebro do seu namorado. Em bem que disse que ele tinha o miolo mole.
                        Telma deu um pulo, cuspiu e teve ânsias. Olhou seu pai, chocada.
                        - Como? Pai, não brinca...
                        - Não é brincadeira. Veja ali naquele vidro em cima da geladeira.
                        Telma olhou aterrorizada o vidro enorme sobre a geladeira. A cabeça de Adilson, sem seu cérebro, olhava para ela com os olhos arregalados.
                        Seu grito foi de gelar o sangue. Ela desmaiou.
                       
                        Quando acordou, estava amordaçada. Estava amarrada em sua cama.

                        Seu pai entrou com um açougueiro gordo, com o avental sujo de sangue e segurando dois enormes facões.
                        - Veja, Telma, este é o dono da El Corazon. Ele ensinou eu e sua mãe a apreciarmos carne de primeira. Seu namorado rendeu um belo churrasco.
                        Telma tentou soltar-se e gritar, mas estava bem presa e amordaçada. Ela começou a tremer violentamente.
                        - Bem, sr. Ruffinno, quero-a bem fatiada. Meus amigos vem para a churrascada amanhã e eu e Elza queremos serví-la mal-passada.
                        - Pode deixar. Já preparei a churrasqueira e meu churrasqueiro vai salgá-la bem, nós a assaremos viva em sal grosso.
                        - Adeus, Telma. Tente relaxar enquanto é cozinhada, senão sua carne fica muito dura.
                        Seu pai saiu e fechou a porta. Ruffino desamarrou-a.
                        - Tire suas roupas. Não dá para assar você de roupas. Se ficar calma morre mais rápido e não sofre tanto.
                        Telma mostrou-se passiva e fez que ia tirar a blusa. Mas virou-se, e com rapidez tomou um dos facões de Ruffinno e meteu-lhe no estômago.
                        - Morre você, filho-da-puta! – E enfiou-lhe o facão várias vezes. O açougueiro titubeou.
                        Então, para completa surpresa de Telma, ele se recompôs. Tirou o facão enterrado da barriga. – Tsc, tsc, tsc. Que feio. A comida querendo matar o cozinheiro.
                        Telma começou a chorar:
                        - O... O quê é você? Você não pode estar vivo, não pode!
                        - E não estou. Nem seu pai, nem sua mãe. A churrascaria El Corazon é o local de reunião dos zumbis carnívoros. Nós já morremos, mas um vírus nos fez levantar dos túmulos e viver de carne humana. Só a carne humana nos alimenta.
                        - Não... Não, por favor, não... É um pesadelo...
                        - Sinto muito, querida, mas não é. E não vou ficar discutindo com a comida. Agora, se for boazinha e despir-se, tudo fica mais fácil...

FIM
                       
                       

2 comentários:

  1. Uau!!! Quanta crueldade! Muito bom, como sempre! sabe, eu já estive lá nessa churrascaria! hauhauauhaauauauau

    ResponderExcluir
  2. Muito show esse final1 macabro!!! amei!
    Bjs
    Blog Leitura de Ouro

    ResponderExcluir